Imperfeita

Um pedaço de mim me devora todos os dias

E todos os dias renasce uma parte de um novo eu,

Sem morrer, sem matar

Alimentando a minha essência

E se completando,

Tentando entender o inexplicável,

Ser mais do que a imposição ditada

Na solidão e imensidão de cada eu,

Fazendo ser quem sou,

Perfeitamente imperfeita

Ou talvez,

Imperfeitamente perfeita.

Deise Fonseca

Anúncios

Perdida

A dor que sinto é tão profunda que me deixa sem ar;

Dor repleta de vazio;

Vazio de não sei bem o que;

Solidão velada;

Fome sem estomago;

Vontade perdida;

Direção sem tino;

Querer sem saber o que;

Lágrimas não saciam  o desespero;

Dor de viver morta;

Esperança dilacerada;

Tempo inimigo meu;

Peso incalculável

Esmagador e sufocante

De não saber em morte vida

O que fazer pra realmente viver.

Deise Fonseca

Sol ou chuva…

Hoje acordei com vontade de caminhar, sentir o sol deslizar em minha pele e acariciar delicadamente meu sorriso, espontâneo,  solitário, feliz! Mas hoje o sol não veio, ele quer brincar de esconde-esconde, quer fazer minha imaginação flutuar, enxergar além dessa chuva. Então, enquanto isso, vou deixar meus olhos serelepes, alegres por perceber as gotinhas d’água, correndo, brincando umas com as outras, se acoplando, se dividindo e formando novas fontes, novos lagos, novos mares…

Talvez o sol apareça mais tarde, talvez me faça brilhar, ou simplesmente talvez eu prefira me molhar…

Como é bom aproveitar, saborear intensamente e em seu esplendido fervor, o que se tem pra viver.

Outros planos, outras ideias, novas possibilidades.

Deise Fonseca

Odisséia

Explosão multicolorida de sentimentos,

Odisseia perfeita dos sentidos

Aroma fresquinho do amanhecer

percebido no brilho do olhar do ser amado;

nada é eternamente perfeito,

Então saborear a delicadeza do sol se rendendo ao luar

Faz todo o sentido,

Impossível se encontrar sem se perder…

 

Deise Fonseca

 

 

 

 

Labirinto

Lá vou eu,

Mesmo sabendo que não devo,

Mas é como o doce proibido,

O toque escondido,

O olhar disfarçado,

O sorriso maliciosamente discreto,

E eu vou,

Quase sem querer,

Mas sem me esforçar pra parar,

Para o lugar mais perigoso,

Instigante e surpreendente,

Tentar desvendar

O caminho secreto,

Do labirinto de mim…

 

Deise  Fonseca

O quê…

Ô alma triste que chora

Por tantos motivos e nenhuma razão

Coração conflituoso cheio de porquês

Delírios da mente insana

Perdida, melancolia

Por querer

Sabe-se lá o quê.

 

Deise Fonseca

Sei lá…

Vez diz-se uma coisa e é outra

Outra diz-se uma coisa e é vez

Não há de entender quem nem sequer consegue sentir.

Deise Fonseca